Archive for dezembro 2011

Liberdade de expressão?




Sabe o que eu acho legal? Muita gente fala merda e depois vem com essa de "liberdade de expressão." Bem, liberdade de expressão não é falar o que quer e como acha que deve, liberdade de expressão é dar sua opinião de maneira coerente e sem invadir o espaço alheio, sem ofender ninguém e principalmente, procurando moderar seu modo de falar. Bem, mas tem gente que não tem educação, infelizmente isso é algo que ou você nasce com, ou simplesmente nasce e o pior tipo de vergonha que eu costumo sentir é a vergonha alheia.

Não gosta de algo? Opine, mas sem xingar. Algo lhe incomoda? Retire-se e evite brigas, é a maneira mais eficiente e correta de agir, se você não tem educação, ao menos faça de conta que tem, as pessoas mentem tanta coisa, então mintam que tem educação (e façam parecer verdade).

As diferenças do mundo.

E tudo que preciso é de paz. É quando falta o ar e você tenta encher os pulmões, mas nada vem, nesse momento que o grito silencioso explode em sua garganta, que lhe falta algo. Que lhe falta paz. E no silêncio gritante sua cabeça roda enquanto tenta encontrar a solução para os problemas que não parecem nada além de dilemas impossíveis de serem resolvidos, daquelas formulas que após rasgada a página principal, ninguém conseguiu encontrar novamente a resposta, justamente assim que aparenta. Talvez, só talvez, tudo seja simples, mas de tão simples que era tornou-se mais complicado do que deveria ser. Mas o problema não é a simplicidade. Viver é simples, mas sempre tem alguém para complicar tal simplicidade. E talvez seja esse o meu problema, acreditar fielmente que as pessoas têm um lado bom, acreditar que o mundo, que tudo pode melhorar, quando na verdade o ser humano é um animal sujo, pútrido. Afinal como posso chamar algo que mata, segrega, atinge sua própria espécie por problemas tão banais? Por motivos tão sórdidos? Por algo que é tão simples? E por quê? Por que tantos problemas ao redor do planeta que são gerados apenas por uma única coisa: a diferença? Por que tanto medo daquilo que não é igual a ti? Por que tanto ódio? Que tipo de animal é você? Que tipo de amor tem em seu peito? O que vem a ser você? O que? Não consigo entender, por mais que tente, por mais que lute para compreender, não consigo. Talvez eu realmente viva em uma utopia na qual todos podem ser bons, que o respeito pode existir e que uma conversa pode resolver tudo, mas infelizmente não é assim, por mais que me doa, por mais que acredite fielmente nisso, muitas vezes me deparo com coisas que me levam a acordar para a realidade dura desde mundo. A realidade dura que diariamente abraça o sol apunhalando-o pelas costas unicamente por este ter uma cor, ou religião, ou nacionalidade, ou crença, ou sexualidade, ou esperança diferente da dela. Mas volto a questionar-me: como posso chamar esse animal que se julga racional? E afinal, você tanto fala da sua religião, mas você realmente segue o que ela diz? E você, que diz amar, você realmente acha que ama com essas atitudes? Amor de verdade não age desta maneira, meus caros amigos. E de tudo, a única certeza que tenho é que permanecerei a agonizar, junto com a humanidade, que a cada dia, lentamente, morre um pouco mais.